Indústria no Brasil cai 0,2% em maio, interrompe 4 meses de alta e frustra projeções
A produção industrial brasileira teve queda de 0,2% em maio na comparação com o mês anterior e interrompeu quatro meses de alta, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a produção avançou 0,2%. As expectativas em pesquisa da Reuters com economistas eram de altas de 0,3% na variação mensal e de 1,3% na base anual.
Entre as atividades, na comparação com abril, as influências negativas mais intensas vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,1%) e indústrias extrativas (-2,6%).
“Ambas as atividades interromperam cinco meses consecutivos de expansão na produção, período em que acumularam ganhos de 17,1% e 7,4%, respectivamente”, diz o gerente da pesquisa, André Macedo. Ele afirma ainda que álcool etílico e gasolina exerceram as maiores pressões negativas em derivados do petróleo, enquanto minério de ferro, óleos brutos do petróleo e gás natural puxaram o recuo da indústria extrativa.
Já entre as atividades com avanço na produção, produtos farmoquímicos e farmacêuticos (13,1%), veículos automotores, reboques e carrocerias (4,1%) e produtos químicos (3,1%) exerceram as principais influências. “A indústria farmacêutica interrompeu quatro meses consecutivos de queda, enquanto o setor automobilístico marca o seu quinto mês seguido de crescimento impulsionado pela maior produção de automóveis, caminhões e autopeças. Já produtos químicos eliminou o recuo de 2,8% registrado em abril”, analisa o gerente da pesquisa.
Outros impactos positivos vieram dos setores de metalurgia (2,3%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (4,7%), outros equipamentos de transporte (4,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).
Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com abril, bens de consumo semi e não duráveis (-1,3%) tiveram o maior recuo e intensificaram o resultado negativo de abril (-0,3%). Bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%) também registraram taxas negativas. Enquanto bens de consumo duráveis (3,6%) foram o único resultado positivo, eliminando o recuo de 3,1% de abril, quando interrompeu três meses consecutivos de expansão.
Matéria publicada no portal InfoMoney, no dia 03/07/2026, às 09:20 (horário de Brasília)
