Mensagens conflitantes sobre Estreito de Ormuz e queda no refino russo reforçam insegurança no suprimento global

A nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Irã levou a uma redução no trânsito de navios no Estreito de Ormuz e ampliou as incertezas sobre a oferta global de petróleo e combustíveis

  • O final de semana foi marcado por mensagens conflitantes: a Guarda Revolucionária do Irã anunciou no sábado (11/7) um novo fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou ter atingido uma embarcação que tentou cruzar a rota marítima sem autorização. 
  • Mas o presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou no domingo (12) que o estreito permanece aberto ao tráfego comercial. 

Os sinais são ruins para a retomada das exportações do Golfo Pérsico. Na semana passada, o trânsito de navios pela região voltou a cair, depois de uma recuperação em junho. 

  • Na quinta-feira (9/7), 34 embarcações passaram pelo Estreito de Ormuz, o menor número desde 28 de junho, dia seguinte ao ataque a um navio-tanque de bandeira panamenha, segundo dados da S&P Global Energy Commodities at Sea.
  • A cotação do petróleo acompanha a escalada: o Brent avançou 5,39% na semana encerrada em 10 de julho, fechando a US$ 76,01 o barril.

Os preços do petróleo e dos combustíveis seguem à mercê não apenas do conflito no Oriente Médio, como também da guerra entre Ucrânia e Rússia.

  • Mais da metade da capacidade de refino da Rússia está fora de operação, com a retirada de 3,8 milhões de barris/dia de processamento do mercado, estima o Goldman Sachs. 
  • O cenário está pressionando as margens do diesel, que na Europa estão em US$ 60 por barril, ante US$ 25 há um ano, enquanto nos EUA já chegam US$ 75 por barril, segundo o banco. 
  • Em mais um capítulo da campanha de ataques à infraestrutura energética russa, a Ucrânia atingiu no domingo a refinaria de Syzran, da Rosneft, segundo veículos da imprensa russa.

Matéria publicada na agência Eixos, no dia 13/07/2026, às 07:00 (horário de Brasília)