Um ataque dos houthis a um pequeno navio cargueiro no Mar Vermelho matou três tripulantes, segundo fontes
Um pequeno navio cargueiro foi atacado pelos houthis, alinhados ao Irã, no estreito de Bab el-Mandeb, na terça-feira, matando três tripulantes, disseram duas fontes da guarda costeira iemenita e dois oficiais militares do governo.
Se confirmadas, as mortes a bordo do Tihamah, navio de bandeira tanzaniana, seriam as primeiras em um ataque Houthi contra uma embarcação desde que o conflito no Oriente Médio foi desencadeado pelos ataques EUA-Israel ao Irã no final de fevereiro.
Os houthis, que ainda não reivindicaram o ataque, declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho no mês passado, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita. Riade nega ter sitiado o Iêmen.
Embarcação atingida por projétil desconhecido, diz UKMTO
A UK Maritime Trade Operations informou ter recebido notícias de que um navio cargueiro ao largo da costa de al-Mokha, no Iémen, foi atingido por um projétil desconhecido, resultando em vítimas.
A empresa britânica de segurança marítima Ambrey afirmou que o navio teria sido alvo de ataques e danificado pelos houthis, resultando na morte de três tripulantes, enquanto estava ancorado a 3,3 milhas náuticas a nordeste da ilha de Perim, no Iêmen.
Dois paquistaneses e um indonésio morreram quando o navio navegava de Salalah, em Omã, com escala em Djibuti, disseram fontes iemenitas. Após o ataque, a tripulação perdeu o controle da embarcação e foi abordada pela guarda costeira iemenita, acrescentaram as fontes.
Os ataques a navios no Estreito de Bab el-Mandeb aumentaram a incerteza para as empresas de navegação, já prejudicadas pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
Dados da Kpler mostraram que, em média, 32 navios por dia atravessaram o estreito de Bab el-Mandeb na semana passada. Antes do bloqueio, a média era de 50 navios por dia.
Ambrey observou que a embarcação não era de propriedade ou operada pela Arábia Saudita no momento do ataque, acrescentando que havia partido de al-Mokha no sábado.
A empresa egípcia que a LSEG lista como proprietária e administradora do Tihamah não respondeu aos e-mails e telefonemas solicitando comentários.
Matéria publicada na Reuters, no dia 11/08/2026, às 07:43 (horário de Brasília)

