Os preços do petróleo caem à medida que os investidores avaliam as previsões de menor demanda em meio ao impasse nas negociações entre EUA e Irã

Os preços do petróleo caíram em negociações voláteis nesta quarta-feira, após terem subido US$ 1 mais cedo, depois que analistas reduziram as projeções para a demanda global de petróleo em 2026, enquanto os ataques a navios no Oriente Médio continuaram, com as negociações para encerrar a guerra com o Irã em impasse.

Às 10:15 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent recuavam 49 centavos, ou 0,55%, para US$ 88,42 o barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caía 25 centavos, ou 0,3%, para US$ 82,95.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) reduziu sua previsão de crescimento da demanda mundial de petróleo para 2026 para 580.000 barris por dia, segundo seu relatório mensal sobre o mercado de petróleo.

Enquanto isso, a Agência Internacional de Energia (IEA), concorrente na mesma previsão, reduziu drasticamente suas projeções de demanda para 2026 e agora prevê uma contração de 1,6 milhão de barris por dia (bpd) neste ano. No entanto, a agência sediada em Paris também prevê uma queda de 4,3 milhões de bpd na oferta este ano e um déficit total de cerca de 1,27 milhão de bpd em 2026.

A pressão sobre os preços aumentou consideravelmente na semana passada, segundo dados preliminares do Instituto Americano de Petróleo (API), que, se confirmados ainda nesta quarta-feira pela Administração de Informação de Energia (EIA), poderão aliviar as preocupações do mercado com a escassez de oferta, disseram analistas da Haitong Futures em nota.

Dois navios atacados no Oriente Médio

Os preços subiram mais cedo depois que uma fonte iraniana de alto escalão disse à Reuters que não havia discussões entre o Irã e os EUA para estender o cessar-fogo porque, da perspectiva de Teerã, o acordo não tinha data de início e, portanto, não havia nada para estender.

Os Estados Unidos e os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, relataram ataques separados contra navios no Estreito de Ormuz e no Estreito de Bab el-Mandeb na terça-feira, duas rotas de exportação cruciais para o petróleo e gás do Oriente Médio, além do Canal de Suez.

Os dados de navegação mostraram que o número de embarcações que transitaram pelo Estreito de Ormuz caiu para o menor nível em uma semana, com apenas oito embarcações na terça-feira. Antes da guerra, entre 125 e 140 navios passavam diariamente por essa importante via navegável.

Matéria publicada Na Reuters, no dia 12/08/2026, às 00:00 (horário de Brasília)