Trump afirma que o Irã não fará o acordo que ele considera necessário e ameaça bombardear Omã

O presidente Donald Trump disse nesta segunda-feira que o Irã não fará o acordo que ele considera necessário para encerrar uma guerra com os EUA e que deveria se render, enquanto as negociações entre os países permanecem paralisadas.

“Eles não vão fazer o tipo de acordo que eu considero necessário. Veja bem, estamos lá por um motivo: o Irã não pode ter uma arma nuclear”, disse ele a repórteres no Salão Oval.

Questionado se os EUA estavam buscando estender um acordo provisório com o Irã, Trump respondeu “não”.

O acordo provisório firmado em junho declarava o “término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes”, mas rapidamente se desfez, com Trump afirmando que estava “encerrado” em 7 de julho e o Ministério das Relações Exteriores do Irã declarando-o “suspenso” uma semana depois.

Nos termos desse memorando de entendimento, o Irã e os EUA se comprometeram a negociar um acordo final — abrangendo questões mais amplas, como o futuro do programa nuclear iraniano — em um prazo máximo de 60 dias, prorrogável por mútuo acordo. Segunda-feira marca 60 dias desde a assinatura do memorando.

Horas antes, Trump disse a um repórter da Fox News durante uma entrevista por telefone que o Irã “deveria hastear a bandeira branca da rendição”.

Em paralelo, Omã e Irã têm mantido conversas para tentar chegar a um acordo para restabelecer a navegação comercial no Estreito de Ormuz, que transportava 20% do suprimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito antes do início dos ataques EUA-Israel ao Irã no final de fevereiro.

“Se Omã entrar no nosso caminho, vamos bombardeá-los até não sobrar nada”, disse Trump à Fox.

Quando questionado posteriormente no Salão Oval se estava sem paciência com Omã, Trump disse aos repórteres: “Não, não acho que eles se comportaram muito bem, mas lidaríamos com eles com muita facilidade, assim como lidamos com outras coisas.”

A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz elevou os preços dos combustíveis e pressionou Trump a encerrar uma guerra impopular internamente, às vésperas das eleições de meio de mandato de novembro, que decidirão o controle do Congresso americano.

Trump disse à Fox News que as eleições de meio de mandato não estavam afetando sua estratégia em relação ao Irã.

“As eleições de meio de mandato não têm nada a ver com o que eu penso”, disse ele.

Na segunda-feira, Trump publicou em sua plataforma Truth Social: “O objetivo número um é, e sempre será, que o Irã não possa ter, de forma alguma, uma arma nuclear”, repetindo uma de suas justificativas declaradas para a guerra.

Matéria publicada na Reuters, no dia 17/08/2026, às 11:43 (horário de Brasília)