Goldman Sachs eleva previsão para o preço do petróleo no quarto trimestre devido à queda nas ações da OCDE
O Goldman Sachs elevou suas projeções para o petróleo bruto Brent e West Texas Intermediate no quarto trimestre de 2026 em US$ 6, para US$ 60 e US$ 56, respectivamente, citando estoques menores da OCDE, mesmo mantendo a expectativa de que não haverá interrupção no fornecimento relacionada ao Irã e preservando sua previsão de excedente neste ano.
Para o ano, a previsão agora é de que o Brent tenha uma média de US$ 64 por barril, acima dos US$ 56 anteriores, e que o WTI tenha uma média de US$ 60, acima dos US$ 52 anteriores.
Os preços do petróleo caíram cerca de 1% na segunda-feira, enquanto os EUA e o Irã se preparavam para a terceira rodada de negociações nucleares, diminuindo os temores de uma escalada do conflito.
Às 03:41 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent estavam cotados a cerca de US$ 71 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo bruto WTI dos EUA estavam em US$ 65,75 por barril.
Em nota datada de domingo, o Goldman Sachs afirmou que sua previsão de preço do Brent em US$ 60 refletia um declínio gradual na estimativa de prêmio de risco de US$ 6, assumindo uma atenuação das tensões geopolíticas, e uma queda de US$ 5 no valor justo devido à alta das ações na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O banco manteve sua previsão de superávit para 2026 em 2,3 milhões de barris por dia (bpd), assumindo que não haverá grandes interrupções no fornecimento e que não haverá paz entre Rússia e Ucrânia.
O banco afirmou que seu superávit de 2026 reflete a compensação de rebaixamentos de 0,2 milhão de barris por dia nas projeções de oferta e demanda, devido a um crescimento ligeiramente mais fraco na Ásia.
O banco revisou para baixo sua previsão de oferta para 2026 no Cazaquistão, Venezuela, Irã e Iraque devido a atrasos na produção, enquanto revisou para cima as expectativas de oferta para as Américas e nos principais países da OPEP com capacidade ociosa.
O banco afirmou que espera que a OPEP+ comece a aumentar gradualmente a produção no segundo trimestre de 2026, visto que os estoques da OCDE não aumentaram.
No entanto, o Goldman Sachs prevê riscos de queda de US$ 5 para o Brent e de US$ 8 para o WTI no quarto trimestre de 2026, caso um possível alívio das sanções contra o Irã ou a Rússia acelere o aumento dos estoques e libere uma oferta maior no longo prazo.
A previsão é de que o Brent e o WTI atinjam uma média de US$ 65 e US$ 61, respectivamente, em 2027, e que subam para US$ 70 e US$ 66 até dezembro de 2027, impulsionados pela demanda sólida e pela desaceleração do crescimento da oferta.
Matéria publicada na InfoMoney, no dia 23/02/2026, às 01:12 (horário de Brasília)