IPCA-15 sobe 0,84% em fevereiro, acima do esperado pelo mercado
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,84% em fevereiro de 2026, de uma alta de 0,20% em janeiro, segundo os dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na base de comparação anual, o avanço foi de 4,10%.
A expectativa em pesquisa da Reuters era de avanço mensal de 0,57% e anual de 3,82%.
A maior alta verificada foi no grupo Educação (5,20% e 0,32 p.p.), devido aos reajustes nas mensalidades de escolas e cursos que ocorrem no início do ano letivo. O grupo Transportes (1,72%) também se destacou, com impacto de 0,35 pp. no índice. Os demais grupos oscilaram entre -0,42% de Vestuário e 0,67% de Saúde e cuidados pessoais.
No grupo Educação (5,20%), a maior contribuição (0,28 p.p.) veio dos cursos regulares (6,18%). As maiores variações foram registradas nos preços do ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,07%) e pré-escola (7,49%).
Já no grupo dos Transportes (1,72% e 0,35 p.p.), a maior variação foi nas passagens aéreas, que aumentaram 11,64%. Os combustíveis subiram 1,38%, com acréscimos nos preços do etanol (2,51%), da gasolina (1,30%) e do óleo diesel (0,44%), enquanto o gás veicular teve resultado negativo de 1,06%. O subitem ônibus urbano apresentou variação de 7,52% em razão de reajustes em 6 das 11 áreas pesquisadas, enquanto metrô registrou taxa de 2,22%.
No grupo Saúde e cuidados pessoais (0,67% e 0,09 p.p.), os destaques foram os artigos de higiene pessoal e o plano de saúde, que subiram 0,91% e 0,49%.
Já no grupo Alimentação e Bebidas (0,20% e 0,04 p.p.), a alimentação no domicílio aumentou 0,09% em fevereiro, abaixo do resultado de janeiro (0,21%). As principais variações positivas foram registradas no tomate (10,09%) e nas carnes (0,76%) e, no lado das quedas, destacaram-se o arroz (-2,47%), o frango em pedaços (-1,55%) e as frutas (-1,33%). A alimentação fora do domicílio registrou maior variação que aquela no domicílio: 0,46%, com as altas da refeição (0,62%) e do lanche (0,28%).
O grupo Habitação aumentou 0,06% em fevereiro, após recuar 0,26% em janeiro, com destaque para os resultados da taxa de água e esgoto (1,97%) e do aluguel residencial (0,32%). Por outro lado, a energia elétrica residencial (-1,37%) foi o subitem com o maior impacto negativo no índice (0,06 p.p.). No mês, a bandeira tarifária vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores. A taxa de água e esgoto teve alta de 1,97%, enquanto o subitem gás encanado registrou queda de 0,71% nas tarifas.
Matéria publicada no portal InfoMoney, no dia 27/02/2026, às 09:01 (horário de Brasília)