O petróleo cai mais de 1% devido ao alívio das preocupações com a oferta após os EUA e o Irã concordarem em iniciar negociações
Os preços do petróleo caíram mais de 1% na quinta-feira, mas se mantiveram próximos das máximas dos últimos meses, após os Estados Unidos e o Irã concordarem em realizar negociações em Omã na sexta-feira.
Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 76 centavos, ou 1,1%, para US$ 68,7 por barril às 08:54 (horário de Brasília). O petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA caiu 73 centavos, também cerca de 1,1%, para US$ 64,41.
Os preços do petróleo são fortemente influenciados pelas tensões no Oriente Médio, com os mercados acompanhando de perto as negociações em Omã, afirmou o analista da UBS, Giovanni Staunovo.
O analista da PVM Oil Associates, John Evans, disse que, antes da reunião de sexta-feira, o mercado provavelmente oscilaria, na esperança de um avanço diplomático.
“No entanto, não haverá nenhum consolo nos preços, pois um comentário infeliz ou um rompimento nas negociações e o preço do Brent logo estará batendo à porta de US$ 70 por barril e atingindo as máximas do ano”, disse ele.
A volatilidade levou os investidores a correrem para garantir os preços do petróleo este ano, negociando um número recorde de contratos WTI Midland em Houston em janeiro, em meio a preocupações com os riscos de abastecimento do Oriente Médio e com o aumento do volume de petróleo venezuelano a caminho da Costa do Golfo dos EUA.
A valorização do dólar americano e a volatilidade dos metais preciosos também pressionaram as commodities e o sentimento de risco de forma mais ampla na quinta-feira, disseram analistas.
Do lado da oferta, os descontos nas exportações de petróleo russo para a China atingiram novos recordes esta semana para atrair a demanda do maior importador mundial de petróleo bruto e compensar a provável perda de vendas para a Índia, disseram os operadores.
Isso ocorre após um acordo comercial anunciado entre os EUA e a Índia no início da semana, no qual esta última concordou em interromper as compras de petróleo bruto russo.
O superávit comercial de energia da Argentina poderá ser maior em 2026 do que os recordes atingidos no ano passado, devido à produção de petróleo bruto da formação de xisto de Vaca Muerta, ficando na faixa de US$ 8,5 bilhões a US$ 10 bilhões, disseram três analistas à Reuters.
Matéria publicada na Reuters, publicada no dia 05/02/2026, às 00:00 (horário de Brasília)
