O petróleo sobe com o mercado focado na Venezuela e nos planos de sanções dos EUA

Os preços do petróleo subiram na quinta-feira, após dois dias de quedas, com os investidores avaliando os desdobramentos na Venezuela e as notícias sobre o andamento da proposta de legislação de sanções dos EUA contra países que fazem negócios com a Rússia.

Às 09:45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent subiram 99 centavos, ou 1,7%, para US$ 60,95 o barril. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA teve alta de 93 centavos, ou 1,7%, chegando a US$ 56,92.

A alta dos preços é impulsionada pela permissão do presidente dos EUA para que o projeto de lei de sanções contra a Rússia avance, aumentando os temores de novas interrupções nas exportações de petróleo russas, afirmou o analista da PVM, Tamas Varga.

O senador republicano Lindsey Graham afirmou na quarta-feira que Trump deu sinal verde para a legislação, acrescentando que o projeto de lei poderá ser votado já na próxima semana.

Ambas as cotações de referência caíram mais de 1% pelo segundo dia consecutivo na quarta-feira, com os participantes do mercado prevendo uma oferta global abundante este ano. Analistas do Morgan Stanley projetam um excedente de até 3 milhões de barris por dia no primeiro semestre de 2026.

Os estoques de gasolina e destilados nos EUA aumentaram mais do que o esperado pelos analistas na semana encerrada em 2 de janeiro, enquanto os estoques de petróleo bruto caíram, informou a Administração de Informação de Energia (EIA) nesta quarta-feira.

Na terça-feira, Washington anunciou um acordo com Caracas para obter acesso a até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano. Inicialmente, o acordo poderá exigir o redirecionamento de cargas destinadas à China, disseram fontes à Reuters.

Os Estados Unidos apreenderam dois petroleiros ligados à Venezuela no Oceano Atlântico na quarta-feira, um deles navegando sob bandeira russa, como parte da agressiva investida do presidente Donald Trump para ditar o fluxo de petróleo nas Américas e forçar o governo socialista da Venezuela a se tornar um aliado.

Na Ucrânia, os ataques russos à infraestrutura energética ucraniana continuaram, enquanto um petroleiro com destino à Rússia foi atingido por um ataque de drone no Mar Negro na quarta-feira, disseram fontes marítimas.

Matéria publicada na Reuters, publicada no dia 08/01/2026, às 07:00 (horário de Brasília)