O preço do petróleo se mantém estagnado enquanto investidores acompanham as negociações entre EUA e Irã
Os preços do petróleo se mantiveram estáveis nesta sexta-feira, enquanto os investidores aguardavam notícias das negociações de alto risco entre os Estados Unidos e o Irã, que estão ocorrendo em Omã, em meio a temores de outro conflito no Oriente Médio que possa interromper o fornecimento.
Às 09:11 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent caíram 5 centavos, ou 0,1%, para US$ 67,50 o barril, enquanto o petróleo bruto West Texas Intermediate dos EUA recuou 11 centavos, ou 0,2%, para US$ 63,18 o barril.
O Brent estava previsto para encerrar a semana com queda de 4,6%. O WTI, por sua vez, caminhava para fechar a semana com baixa de 3,2%.
“Os investidores estão acompanhando as negociações entre os EUA e o Irã, e o resultado influencia suas expectativas”, disse Tamas Varga, analista de petróleo da corretora PVM.
A falta de consenso sobre a agenda do encontro entre o Irã e os Estados Unidos tem deixado os investidores apreensivos quanto aos riscos geopolíticos.
O Irã quer se ater às questões nucleares, enquanto os EUA querem discutir os mísseis balísticos iranianos e o apoio a grupos armados na região.
Qualquer escalada de tensão entre as duas nações poderia interromper o fluxo de petróleo, já que cerca de um quinto do consumo mundial total passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e Irã.
A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e o Iraque exportam a maior parte do seu petróleo bruto através do estreito, assim como o Irã, também membro da OPEP.
Se as negociações entre os EUA e o Irã diminuírem a probabilidade de conflito na região, os preços do petróleo poderão cair ainda mais.
“Acreditamos que os temores geopolíticos darão lugar a fundamentos fracos”, disseram analistas da Capital Economics em nota, apontando para uma recuperação na produção de petróleo do Cazaquistão que ajudará a pressionar os preços para baixo, em direção a US$ 50 o barril, até o final de 2026.
Analistas disseram que, semanalmente, os preços foram pressionados por uma onda de vendas generalizada nos mercados e pelas expectativas persistentes de um excesso de oferta de petróleo.
Na quinta-feira, a Arábia Saudita reduziu o preço oficial de venda do seu petróleo bruto Arab Light para a Ásia, referente ao mês de março, para o nível mais baixo em cerca de cinco anos, marcando o quarto mês consecutivo de cortes de preços.
“O contexto fundamental subjacente não é realmente encorajador, implica um mercado com excesso de oferta”, disse Varga, da PVM.
Matéria publicada na Reuters, publicada no dia 06/02/2026, às 00:00 (horário de Brasília)