Os EUA afirmam que a produção de petróleo da Venezuela pode aumentar entre 30% e 40% este ano
Segundo o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Venezuela pode aumentar a produção de petróleo em 30% a 40% este ano, um acréscimo de aproximadamente 300.000 a 400.000 barris por dia.
Há um interesse “enorme” entre as empresas que buscam entrar no país latino-americano, disse Wright em entrevista em Paris, onde participa da reunião ministerial da Agência Internacional de Energia. Tal impulso equivaleria a cerca de um terço do crescimento da demanda global de petróleo este ano, acrescentou.
O governo Trump emitiu recentemente licenças que permitem a algumas empresas petrolíferas ocidentais operar na Venezuela. Os EUA estão tentando estimular a indústria petrolífera do país e reativar sua economia após a prisão do líder Nicolás Maduro no início deste ano. A produção de petróleo do país caiu cerca de metade desde 2017, quando Washington impôs as primeiras sanções financeiras ao país.
A ConocoPhillips já declarou que prefere recuperar os bilhões que a Venezuela lhe deve em vez de perfurar novos poços. Wright afirmou que uma série de “acordos criativos” poderia ajudar a resolver a situação, como a conversão dessas dívidas em participação acionária.
Os preços do petróleo estão sendo negociados perto da máxima dos últimos seis meses em Londres, em meio à preocupação de que o presidente Trump possa atacar o Irã, membro da OPEP, para conter seu programa nuclear. Os preços também foram impulsionados por uma série de interrupções no fornecimento, incluindo o impacto das sanções lideradas pelos EUA contra o Irã e a Rússia.
Wright afirmou que a busca de Trump pela “dominância energética” — incluindo o aumento da produção interna e a reconstrução de alianças no Oriente Médio e em outras regiões — libertou a política externa dos EUA de algumas das preocupações com os preços da energia que a limitaram nas últimas décadas.
Uma breve oscilação nos preços do petróleo durante o conflito de 12 dias do ano passado entre Israel e Irã — no qual os EUA atacaram instalações nucleares iranianas — é uma boa ilustração da mudança na dinâmica, acrescentou ele.
Matéria publicada na Bloomberg, no dia 18/02/2026, às 10:53 (horário de Brasília)