Os preços do petróleo caem após notícias de que a OPEP+ está inclinada a retomar os aumentos na produção de petróleo

Os preços do petróleo caíram na sexta-feira após uma reportagem da Reuters afirmar que a OPEP+ estava inclinada a retomar os aumentos na produção de petróleo, enquanto as preocupações dos investidores diminuíram em relação aos riscos de um conflito entre EUA e Irã que poderia afetar o fornecimento.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram 42 centavos, ou 0,6%, para US$ 67,10 o barril às 08:52 (horário de Brasília), após uma queda de 2,7% na sessão anterior. O petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA recuou 51 centavos, ou 0,8%, para US$ 62,33, após um declínio de 2,8% no dia anterior.

Ainda assim, veículos de comunicação dos EUA noticiaram na noite de quinta-feira que os Estados Unidos estavam enviando um segundo porta-aviões para o Oriente Médio, o que deixou os investidores apreensivos.

Em um contexto que vai além do Oriente Médio, o Kremlin anunciou na sexta-feira que a próxima rodada de negociações de paz sobre a Ucrânia acontecerá na próxima semana.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que Moscou e Washington têm discutido o comércio bilateral e a cooperação econômica. Ele disse que Moscou espera que o diálogo continue, mas afirmou ser improvável que tais discussões avancem além da fase de conversa antes que o conflito na Ucrânia seja resolvido.

A pressão sobre os preços também veio das últimas previsões da Agência Internacional de Energia, que afirmou em seu relatório mensal que o crescimento da demanda global de petróleo este ano será mais fraco do que o esperado anteriormente, com a oferta total excedendo a demanda.

A queda nos preços de quinta-feira foi amplificada por dados dos EUA que mostraram um aumento massivo nos estoques de petróleo bruto e pelas crescentes expectativas de que o aumento da oferta venezuelana possa em breve chegar ao mercado, disse o analista da IG, Tony Sycamore, em nota.

“Existe uma expectativa de que o fornecimento de petróleo venezuelano retorne aos níveis pré-bloqueio nos próximos meses”, disse ele, acrescentando que a oferta deverá aumentar de 880.000 barris por dia para cerca de 1,2 milhão de barris por dia.

O Departamento do Tesouro dos EUA emitirá mais autorizações para aliviar as sanções ao setor energético venezuelano esta semana, disse um funcionário da Casa Branca responsável pela área de energia na quinta-feira.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na quinta-feira que as vendas de petróleo da Venezuela controladas pelos EUA totalizaram mais de US$ 1 bilhão desde a prisão do presidente Nicolás Maduro em janeiro e renderão mais US$ 5 bilhões nos próximos meses.

Matéria publicada na Reuters, no dia 13/02/2026, às 00:00 (horário de Brasília)