Senador americano afirma que Trump permitirá que projeto de lei sobre sanções à Rússia avance no Congresso
O presidente dos EUA, Donald Trump, permitirá que um projeto de lei bipartidário de sanções contra países que fazem negócios com a Rússia avance no Congresso e poderá ser votado já na próxima semana, disse o senador republicano Lindsey Graham na quarta-feira.
Graham afirmou em um comunicado que Trump havia “dado sinal verde” para a legislação após o encontro entre os dois na quarta-feira.
A legislação, na qual Graham vem trabalhando com outros republicanos e democratas há meses, imporia sanções a países que fazem negócios com a Rússia, incluindo compradores de suas exportações de energia, devido à falha de Moscou em negociar um acordo de paz com a Ucrânia. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2022.
“Este projeto de lei permitirá ao presidente Trump punir os países que compram petróleo russo barato, abastecendo a máquina de guerra de Putin”, disse Graham, citando China, Índia e Brasil como possíveis alvos da legislação.
Graham, senador pela Carolina do Sul, disse que espera uma “votação bipartidária robusta” sobre a legislação, que deverá ocorrer já na próxima semana.
Os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes adiaram a votação da legislação, pois Trump preferiu impor tarifas sobre produtos importados da Índia, o segundo maior comprador mundial de petróleo russo, depois da China.
Um funcionário americano disse à Reuters em novembro que Trump assinaria a legislação se ela fosse aprovada, mas insistiria em uma linguagem específica que garantisse que ele permanecesse no controle das sanções.
As negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia, que já dura quase quatro anos, ganharam impulso desde novembro. Os Estados Unidos apoiaram na terça-feira uma ampla coalizão de aliados da Ucrânia, que se comprometeram a fornecer garantias de segurança que, segundo os líderes, incluiriam promessas vinculativas de apoio ao país caso a Rússia volte a atacar.
No entanto, Moscou ainda não demonstrou disposição para fazer concessões depois que Kiev pressionou por mudanças em uma proposta dos EUA que inicialmente apoiava as principais exigências da Rússia. Moscou também não deu nenhum sinal público de que aceitaria um acordo de paz com as garantias de segurança previstas pelos aliados da Ucrânia.
Matéria publicada na Reuters, publicada no dia 07/01/2026, às 17:55 (horário de Brasília)
