Trump diz que Irã negocia “seriamente” enquanto EUA avaliam ação militar

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que acredita que o Irã esteja negociando “seriamente” com Washington e disse esperar que seja possível chegar a um acordo “aceitável”. As declarações foram feitas enquanto o governo americano avalia opções, incluindo um possível ataque militar, em meio a protestos no país e a uma repressão violenta.

Questionado por um repórter a bordo do Air Force One sobre uma decisão a respeito de uma ofensiva contra o Irã, Trump respondeu que não poderia dizer se o ataque já havia sido decidido. Em seguida, afirmou que os EUA têm “navios muito grandes e poderosos seguindo naquela direção” e disse esperar que Teerã negocie “algo que seja aceitável”.

Trump evitou afirmar se a decisão de não atacar poderia fortalecer o governo iraniano. “Algumas pessoas pensam isso. Outras não”, disse. Ele também declarou que seria possível chegar a “um acordo negociado que fosse satisfatório, sem armas nucleares”. Segundo ele, “eles deveriam fazer isso, mas não sei se vão. Mas estão conversando conosco. Conversando seriamente conosco”.

O presidente americano afirmou ainda que os EUA não irão compartilhar planos militares com aliados do Golfo enquanto as negociações com o Irã estiverem em andamento, mesmo com o envio de forças navais à região.

Trump reforçou ainda que as conversas seguem em curso e voltou a mencionar o deslocamento de forças. “Mas, veja, o plano é que [o Irã] está falando conosco, e vamos ver se conseguimos fazer alguma coisa. Caso contrário, veremos o que acontece. Temos uma grande frota indo para lá, maior do que a que tivemos — e ainda temos, na verdade — na Venezuela”, afirmou.

No domingo, o presidente do Parlamento iraniano declarou que o país passa a considerar todas as forças militares da União Europeia como organizações terroristas. A declaração ocorreu após o bloco classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como grupo terrorista em razão da repressão a protestos em todo o país.

O Irã afirmou que voltou a invocar uma lei de 2019 para declarar forças armadas de outros países como terroristas, depois de os Estados Unidos terem adotado medida semelhante naquele ano ao classificar a Guarda Revolucionária como organização terrorista.

Matéria publicada no portal InfoMoney, publicada no dia 01/02/2026, às 14:37 (horário de Brasília)