Netanyahu nega extensão do cessar-fogo ao Líbano, e Israel volta a atacar o país
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram que encerraram os ataques ao Irã em linha com o cessar-fogo anunciado na noite de terça-feira (7), mas deixaram claro que as operações no Líbano continuam. Em comunicado, o exército israelense disse ter “concluído uma onda de ataques no Irã” e cessado fogo “de acordo com as diretrizes” do governo, acrescentando que está “altamente preparado para responder defensivamente a qualquer violação” contra Israel.
Para o Líbano, porém, o posicionamento é distinto. O IDF afirmou que “continua conduzindo operações terrestres pontuais” contra o Hezbollah. Nesta manhã, ataques aéreos israelenses atingiram o sul do país, horas depois de o cessar-fogo ser anunciado.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a interpretação de que o acordo entre EUA e Irã abrange o conflito com o Hezbollah no Líbano. O governo libanês e o próprio Hezbollah ainda não se manifestaram publicamente sobre o acordo ou sobre os ataques desta manhã.
O Paquistão, mediador da trégua, indicou que o cessar-fogo teria validade em “todos os lugares, incluindo o Líbano”. Na noite de terça, o primeiro-ministro Shehbaz Sharif confirmou que o acordo foi aceito pelos EUA, pelo Irã e por seus aliados, com vigência imediata. Nos dias anteriores, relatos apontavam que o Hezbollah havia pressionado o Irã para incluir a frente libanesa em qualquer negociação.
Israel sinalizou ainda que busca estabelecer o que descreve como uma zona de segurança ao longo da fronteira, dentro do território libanês. Tropas israelenses já operam no Líbano, o que levanta preocupações sobre uma possível ocupação de partes do país.
Matéria publicada no portal InfoMoney, no dia 08/04/2026, às 06:48 (horário de Brasília)

