Balança comercial tem superavit de US$ 9,8 bilhões em junho

O superavit da balança comercial brasileira alcançou US$ 9,758 bilhões em junho, alta de 66,6% em relação ao mesmo mês de 2025. O resultado foi impulsionado pelo crescimento das exportações, sobretudo da indústria extrativa, com destaque para as vendas de petróleo bruto.

Os dados foram divulgados nesta 6ª feira (3.jul.2026) pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

As exportações somaram US$ 36,277 bilhões em junho, aumento de 24,9% em relação ao mesmo mês do ano passado. As importações totalizaram US$ 26,520 bilhões, alta de 14,4%. Com isso, a corrente de comércio atingiu US$ 62,797 bilhões, crescimento de 20,3% na mesma base de comparação.

O principal motor das exportações foi a indústria extrativa, cujas vendas cresceram 58,4%, com aumento de US$ 3,66 bilhões sobre junho de 2025. O desempenho superou o da indústria de transformação, que acrescentou US$ 2,31 bilhões às exportações, e o da agropecuária, com incremento de US$ 1,24 bilhão.

O produto que mais contribuiu para o resultado foi o petróleo bruto. As exportações avançaram 78,9%, com aumento de US$ 2,77 bilhões em relação a junho do ano passado. Também tiveram destaque o minério de ferro, cujas vendas cresceram 20%, e os minérios de cobre, com alta de 103,9%.

Na agropecuária, a soja respondeu pela maior parte da expansão das exportações. As vendas externas do grão aumentaram 17,3%, acrescentando US$ 920 milhões ao resultado do setor. Na indústria de transformação, os principais destaques foram os óleos combustíveis, a carne bovina e a carne de frango.

Acumulado

No acumulado de janeiro a junho, o saldo comercial chegou a US$ 42,357 bilhões, alta de 27,5% em relação ao mesmo período de 2025. As exportações totalizaram US$ 184,773 bilhões, crescimento de 11,5%, enquanto as importações somaram US$ 142,415 bilhões, avanço de 5,1%.

No semestre, a indústria extrativa também liderou o crescimento das exportações, com aumento de US$ 9,06 bilhões. O petróleo bruto respondeu pela maior parte desse avanço, com acréscimo de US$ 6,25 bilhões, seguido pelos minérios de cobre e de ferro.

A China continuou como principal destino das exportações brasileiras. Em junho, as vendas para o país cresceram 24,4%, com aumento de US$ 2,4 bilhões, impulsionadas principalmente por petróleo bruto, soja e minério de ferro.

Diante do desempenho do comércio exterior no primeiro semestre, o Mdic elevou sua estimativa para o saldo da balança comercial em 2026.

A projeção passou de US$ 72,1 bilhões para US$ 90 bilhões. A previsão para as exportações também foi revisada, de US$ 364,2 bilhões para US$ 394,4 bilhões, enquanto a estimativa para as importações passou de US$ 292,1 bilhões para US$ 304,4 bilhões.

Matéria publicada no portal Poder360, no dia 03/07/2026, às 15:23 (horário de Brasília)