Conta das subvenções cresce: diesel importado bate recorde; Petrobras já recebeu quase R$ 10 bi

A conta das subvenções aos combustíveis adotadas pelo governo federal para lidar com a alta internacional dos preços não para de crescer. Apenas a Petrobras já recebeu R$ 9,9 bilhões no âmbito dos auxílios para o diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP).

  • O montante total foi divulgado pela estatal na sexta-feira (19/9), após o recebimento de uma parcela de R$ 448 milhões, referente à comercialização de gasolina entre 16 e 31 de julho, nos termos da Medida Provisória nº 1.358/2026.

O valor, portanto, ainda não considera as novas medidas anunciadas pelo governo no dia 9 de setembro, com a isenção de tributos para a gasolina e o aumento do auxílio do diesel.

  • O conselho de administração da estatal confirmou na sexta (18) a adesão ao subsídio adicional de R$ 1 por litro de diesel. A diretoria da estatal já havia aprovado na semana passada.

Mas as refinarias da estatal não suprem todo o mercado nacional e, com a recente escalada internacional nos preços, o diesel e a gasolina importados também estão pressionando a conta.

  • O preço de paridade de importação (PPI) do diesel está batendo recordes em setembro, com o litro a R$ 6,51 em média na semana entre 7 e 11 de setembro, segundo cálculos da ANP com base em informações da S&P Global Commodity Insights.
  • A gasolina segue a mesma trajetória, com um custo de R$ 3,73 por litro do produto importado na semana encerrada em 11 de setembro.

Na semana passada, o presidente da República e candidato à reeleição, Lula (PT), confirmou que o governo já gastou R$ 47 bilhões com as subvenções para conter o aumento no preço da gasolina e do diesel.

  • A recente alta nos preços ocorre justamente na reta final da campanha eleitoral, com o primeiro turno das eleições em menos de duas semanas, no dia 4 de outubro.

Em meio a esse cenário, produtores de biodiesel voltaram a defender que o governo federal eleve a mistura de biodiesel ao diesel dos atuais 15% para 17%, como uma forma de reduzir a exposição do mercado doméstico à dependência de combustível importado.

  • O setor também iniciou uma campanha para incentivar o uso voluntário por frotistas, especialmente na região Sul do país, onde a restrição de volumes começa a pressionar o abastecimento na abertura do plantio da safra de verão

Matéria publicada no portal da Fecombustíveis, no dia 21/09/2026, às 06:00 (horário de Brasília)