Os preços do petróleo caíram para a mínima em 11 dias devido às expectativas de diplomacia entre EUA e Irã e às exportações sauditas
Os preços do petróleo caíram para perto do limite psicológico de US$ 100 por barril e atingiram o menor nível em 11 dias nesta segunda-feira, com os investidores na expectativa de avanços diplomáticos na guerra com o Irã devido à reunião da ONU desta semana, e de olho em uma recuperação parcial das remessas da Arábia Saudita.
Os contratos futuros do petróleo Brent e do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA atingiram suas mínimas desde 10 de setembro no início desta segunda-feira. O contrato do Brent para novembro estava cotado a US$ 101,2 o barril às 08:37 (horário de Brasília), uma queda de US$ 2,66, ou 2,6%.
O contrato de petróleo WTI para outubro, que expira na terça-feira, caiu US$ 2,50, ou 2,5%, para US$ 97,80 o barril. O contrato para novembro estava cotado a US$ 93,62.
O Irã e os Estados Unidos trocaram novas ameaças no domingo, embora o presidente Donald Trump tenha dito que estaria aberto a se encontrar com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que deve estar em Nova York esta semana para a Assembleia Geral das Nações Unidas.
O Irã transmitiu suas condições aos mediadores para a retomada das negociações, informou a Al Jazeera, citando o chefe de segurança iraniano, Mohsen Rezaei, em entrevista concedida no sábado.
No entanto, os combates no Oriente Médio continuaram, com os houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, afirmando terem atacado Riad, bem como uma instalação da Saudi Aramco na cidade de Yanbu, no Mar Vermelho, enquanto avançavam para isolar a costa do Mar Vermelho das áreas restantes controladas pelas forças apoiadas pela Arábia Saudita.
Segundo três fontes iranianas familiarizadas com o assunto, a China pediu ao Irã que ajude a conter os houthis após um apelo da Arábia Saudita a Pequim, na sequência dos ataques.
Os ataques dos Houthis ao oleoduto Leste-Oeste da Aramco levaram a empresa a aumentar as exportações pelo Estreito de Ormuz neste mês e no próximo, após interromper alguns embarques via Yanbu.
“Os fluxos de petróleo do Oriente Médio permanecem surpreendentemente fortes, apesar da interrupção do oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita”, disseram analistas do JPMorgan em uma nota de 18 de setembro.
“A mudança mais notável veio da Arábia Saudita”, disseram os analistas, já que dados de satélite indicaram que o petróleo saudita que passou pelo Estreito de Ormuz teve uma média de 2,9 milhões de barris por dia nos últimos seis dias, um aumento em relação aos meros 700.000 barris por dia em agosto.
Matéria publicada na Reuters, no dia 21/09/2026, às 00:00 (horário de Brasília)
