Vibra e Ultrapar registram resultados sólidos no 1º trimestre com margens de combustíveis
As distribuidoras brasileiras de combustíveis Vibra e Ultrapar divulgaram resultados sólidos no primeiro trimestre de 2026, com o EBITDA crescendo entre 30% e 50% na comparação trimestral, à medida que as margens de combustíveis atingiram níveis recordes em meio ao conflito com o Irã, de acordo com um relatório divulgado na quinta-feira pelo Jefferies.
A Vibra registrou EBITDA ajustado recorrente de R$ 2,4 bilhões no primeiro trimestre, alta de 50% em relação ao trimestre anterior e em linha com o consenso do FactSet. As margens de combustíveis no varejo subiram 60% na comparação trimestral, chegando a R$ 310 por metro cúbico no primeiro trimestre, ante R$ 194 por metro cúbico no quarto trimestre de 2025. O segmento business-to-business também apresentou desempenho sólido, com margens de R$ 210 por metro cúbico, contra R$ 180 por metro cúbico no trimestre anterior.
O volume total de vendas cresceu 4% na comparação anual, com os volumes no varejo avançando 6% e os volumes no segmento business-to-business subindo apenas 1% no mesmo período. O fluxo de caixa livre atingiu R$ 2,4 bilhões no trimestre, contribuindo para a redução da alavancagem para 2x a dívida líquida sobre EBITDA, ante 2,4x ao final de 2025.
A Ultrapar reportou EBITDA ajustado recorrente de R$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre, alta de 30% na comparação trimestral e cerca de 15% acima do consenso do FactSet. O desempenho foi impulsionado pela subsidiária de combustíveis Ipiranga, que registrou R$ 1,7 bilhão em EBITDA ajustado, alta de 56% na comparação trimestral, com as margens subindo para R$ 276 por metro cúbico no primeiro trimestre, ante R$ 148 por metro cúbico no quarto trimestre de 2025.
Em dólares, no acumulado do ano, os preços internacionais do diesel praticamente dobraram, enquanto a Petrobras (BVMF:PETR4) elevou seus preços de combustíveis no atacado doméstico em cerca de 25%. O preço médio do diesel nos postos no Brasil subiu 34%. O Jefferies estima que os preços domésticos do diesel estão cerca de 40% abaixo da paridade de importação.
Matéria publicada no portal Investing, no dia 07/05/2026, às 06:27 (horário de Brasília)
