Exportações de petróleo da Rússia para o Ocidente atingem o maior nível em 8 meses, enquanto ataques com drones restringem o refino
A Rússia aumentou as exportações de petróleo por meio de seus portos ocidentais em 15% em maio em comparação com abril, segundo duas fontes do setor familiarizadas com os dados, à medida que as interrupções nas refinarias causadas por ataques de drones ucranianos levam Moscou a exportar mais petróleo bruto.
A Ucrânia intensificou seus ataques com drones contra refinarias e instalações de exportação de petróleo nesta primavera, causando escassez de combustível na Rússia e afetando sua produção de petróleo. A produção de petróleo da Rússia caiu em abril, segundo a Agência Internacional de Energia e a Reuters.
As exportações de maio pelos portos ocidentais de Primorsk, Ust-Luga e Novorossiysk subiram para 2,5 milhões de barris por dia, ante 2,2 milhões de barris por dia em abril, disseram as fontes.
Essa é a maior quantidade exportada dos portos ocidentais desde setembro de 2025, quando os ataques de drones ucranianos também suspenderam o processamento nas refinarias russas.
Até o momento, as autoridades responderam com uma proibição de exportação de combustível de aviação e planos para restringir as exportações de gasolina e diesel.
Fontes afirmaram que o aumento das exportações de petróleo bruto está permitindo que a Rússia evite cortes drásticos na produção. No entanto, a capacidade de exportação da Rússia para o Ocidente é limitada, o que dificulta o escoamento de todo o volume de petróleo que ainda não foi processado.
Praticamente todas as principais refinarias de petróleo na Rússia central foram forçadas a interromper ou reduzir a produção de combustível após os ataques de drones ucranianos nos últimos dias, de acordo com dados e fontes oficiais.
As exportações aumentaram em maio, apesar dos contínuos ataques com drones em Novorossiysk, que suspenderam brevemente os carregamentos. A Ucrânia também continuou os ataques aos oleodutos e estações de bombeamento da Transneft no mês passado.
Matéria publicada na Reuters, no dia 02/06/2026, às 07:27 (horário de Brasília)
