Raízen está em fase final de documentação para plano de recuperação extrajudicial, dizem fontes
A Raízen está fechando ao longo da semana junto com seus credores a redação final da documentação para aprovar o seu plano de recuperação extrajudicial, segundo fontes. Havia uma expectativa de que tudo já estivesse pronto até o fim de semana, mas dada a complexidade do assunto foram necessários alguns ajustes, apurou o Valor.
Os termos gerais do acordo já foram acertados, incluindo com os detentores de dívida externa, os “bondholders”, que chegaram a se retirar há algumas semanas da mesa de negociação. Com isso, a companhia espera ter folga para ter o sinal verde de mais da metade do volume da sua dívida para aprovar o plano.
Conforme antecipou o Valor, o grupo de credores externos conseguiu melhorar um pouco a taxa da dívida remanescente que será alongada, de 7,5% para 8%. Assim, voltaram a negociar.
Do volume de R$ 65 bilhões das dívidas que serão reestruturadas, 45% serão convertida em ações, tornando os credores os controladores da empresa.
A Shell fará um aporte de R$ 3,5 bilhões. Ainda não está certo se o dono da Cosan, Rubens Ometto, deixará de fazer um aporte de R$ 500 milhões, visto que houve a exigência dos credores de que o empresário deixasse a presidência do conselho da Raízen.
Ao final do processo a companhia será dividida em duas, a Raízen Energia e a Raízen Combustíveis.
A Raízen tem até o dia 8 de junho para homologar seu plano de recuperação extrajudicial.
Procurada, a Raízen preferiu não comentar.
Matéria publicada no Valor, no dia 02/06/2026, às 08:55 (horário de Brasília)